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Existir


Viver

É saber suturar

A própria pele

E tratar a própria carne

Dilaceradas pelos golpes da vida

Ser o médico de si mesmo

E o próprio alfaiate bom de agulha

Pois existir exige improviso

No medicar e na costura

Dos rasgos da alma

Suas lesões  E suas fraturas

 
 
 

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