ADAPTAÇÕES
- Davi Roballo

- 8 de dez. de 2020
- 2 min de leitura
O tempo passa, esta talvez seja uma das maiores verdades que possui algo de absoluto. O tempo como um timoneiro, guia e transforma tudo aquilo que esteja sob sua influência.
O universo e a natureza estão em constante transformação material e quântica. O ser humano por sua vez, e por estar envolvido pela natureza e pelos mistérios do universo, também se encontra constantemente mergulhado em alterações físicas e espirituais.
Assim como as placas tectônicas que ao se sobreporem provocam terremotos, nossa alma para se adaptar às nossas transformações, nos causa determinadas angústias e incertezas nos obrigando abandonar o que já não mais somos.
A todo o momento estamos avançando na construção de nossa identidade. Em um primeiro plano nos iludimos com a certeza de sermos os mesmos de ontem e de outrora, no entanto, a cada segundo morrem mais de dois milhões de nossas células e outros dois milhões surgem em substituição e isso acontecerá até o dia de nossa morte.
No campo das emoções, da psique e do espírito, mesmo de forma imperceptível, a cada segundo tudo muda, tudo se agrega, porque ninguém cruza por uma estrada sem absorver sua paisagem e o canto da vida ao redor dela.
Não há como negar que existem as transformações abruptas que ocorrem, como o luto, a perda e a doença. Vivemos, queiramos ou não, lutando diariamente para nos adaptarmos as novas realidades, embora muitas vezes pareçam ser sempre a mesma coisa.
A adaptação relativa às transformações abruptas, de início, sempre causa desconforto, porque se torna um fio ainda mais tênue no qual nos equilibramos na vida, a cada passo, esse fio faz sangrar os pés de quem decide absorver um novo cenário e uma nova realidade que surge dos escombros, daquilo que ficou para trás.





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