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Da morte


Entregamo-nos ao trabalho exaustivo,

Ao lazer e aos afazeres fúteis,

Porque somos ansiosos demais

Para esperar o expresso da morte

Sentados n’algum canto,

Pois, bem lá no fundo,

Esperamos por ela

Desde o primeiro suspiro,

Quando percebemos que viver

É um completo desespero,

Um terrível perigo,

Um constante grito de dor no escuro…

 
 
 

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