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Lua fagueira



Oh! Lua fagueira absoluta,

Que incendeia as madrugadas,

Por onde rolam minhas lágrimas

Que de tantas jaz sua glândula enxuta.

Só mesmo tu és capaz de amar-me

E remendar minha alma despedaçada

Até vê-la desaparecer na aurora,

Velando-me com teus fachos prateados

Que alumiam os cabelos de uma deusa

Que banha-se nua no espelho das aguadas.

Lua fagueira cuide sempre de mim,

Teu solitário encantado admirador,

Que te fita esplêndida no céu sem fim,

Pois é companhia nessa solidão e ardor;

De ser poeta, critico e pensador,

Grifando idéias com penas e afins.

Lua fagueira peço-te:

Mesmo, com este teu filho sofrendo,

Deixa-lhe a alma amável e sempre ligeira

E torna continuamente seu passo acelerado;

Levando-o a outras plagas do conhecimento

Afastando-o das vias do pensamento estagnado.

 
 
 

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